Na escola da vida,
A gente vai aprendendo
Que antítese é bem mais que jogo de palavras.
É jogo de contradições,
De dois lados da moeda,
Da triste condição,
De ser um e ser contrário de um
De ser sóbrio, mas permitir inebriar-se
De ser são e louco,
Muito e pouco
Ser crepúsculo e ocaso
Ser vazio, cheio, fundo e raso.
É tanta oposição,
Que nem sempre é atração!
Vejo como indecisão, contradição,
De quem sempre disse não,
Agora vai na contra-mão.
Do amor, da história, da memória.
De ser agora aquilo que nunca fora.
De transformar a repulsa em escolha.
O que era doce, de repente fica amargo.
O que era certo, tornou-se o mais errado.
Não tinha remédio, agora está remediado.
O que era festa, virou entediado.
Era riso, virou pranto,
Ou pelo menos amarelou aquele encanto.
O que era barato, agora virou caro.
Era pleno, está raro.
Era encanto, agora, precário.
Era resposta, agora, questionário.
É confuso, é difuso
É imaginário.
Qual das facetas é a real
Em meio a tantos contrários?
O gordo ou o magro?
O egoísta ou o perdulário?
O bravo ou o calmo?
O sorridente ou o plácido?
O bêbado ou o ébrio?
O macumbeiro ou o evangélico?
O que se aproxima ou o que dista?
A verdade ou a mentira?
O amor ou a repentina ira?
Antítese é bem mais que jogo de palavras.
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