O que levas,
nessa bagagem,
nessa viagem,
nessa passagem?
Uma esperança,
tanta lembrança,
um monte de criança.
Tanta história,
fardo pesado,
causo engraçado,
prosas vespertinas,
um sonho de menina
em verso de anciã.
Uma receita de amor,
seu eterno movimento,
sua testa franzida,
seu sempre rir da vida,
em misto de alegria
e um tanto de dor.
E o que deixas
nessa linhagem
nessa estiagem?
Deixa seu melhor prato,
deixa seu belo retrato,
a lembrança de um trato,
sua sabedoria,
sua cozinha e seu quintal.
Deixa uma fé tamanha,
nesse novembro tão doce,
e em qualquer mês que fosse,
deixaria essa história,
deixaria na memória,
suas dores e sua graça,
nessa vida que sempre passa.
Nossos momentos de dor,
A lembrança de seu riso,
Seu abraço preciso,
Suas palavras de aviso.
Agora em suspensão,
agora, nessa canção,
à que anuncia partida.
E fica,
em herança,
em lembrança,
nessa eterna aliança,
em sangue fixada,
mas ainda mais marcada,
em laços de seu amor.
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