segunda-feira, 31 de março de 2014

Atenção para o refrão!

Essa dita dura,
que há cinquenta
endureceu,
que emudeceu
que desapareceu
que escondeu,
que escureceu.

Essa dita,
coisa esquisita
página escrita
com sangue,
com lágrimas,
com suor,
com grito.

Mas em verso bonito
De Franciscos
e Geraldos
De Gilbertos,
peitos abertos,
braços erguidos,
filhos banidos
dessa pátria
madrasta

Que castiga,
que tortura,
dita cuja,
Tanto segredo
Tanta injúria,
tanto martírio
tanto exílio.

Tanta gente sem falar das flores,
tanto poeta calou seus amores,
tanta mãe sem chorar suas dores.

História triste,
e nem distância
assim existe
tanta
pra ser apenas uma folha
de um amarelo papel
de escondidos documentos.

Por que não mais lamentos?
Por que não mais aqueles intentos?
por que não mais estamos fortes e atentos?

Atenção, tudo é perigoso!
ainda grita a intolerância,
escondida,
a censura
a pena dura
a intolerância
a ignorância

a falta de cultura
a ameça futura
que é dura
e dita
Ditadura.





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