Será que tens sete faces,
Sete meios,
Sete anseios?
O que vives de fato?
Olho o retrato
De um gauche
Sempre à espreita
Negando a direita
Maneira de viver.
Olhas o bonde,
As pernas pretas
As penas sujeitas
Mas elas não são suas!
O que fazes?
O conhaque,
O porre
A amnésia.
Simples estratégia
De simplesmente não ver.
Então não veja,
Talvez não seja.
Te falta certeza
De tardes azuis.
Um som de blues
Comovente como a lua
Uma cara dura
Franzina como a sua.
Olhas o mundo,
Seu tamanho, seu valor,
Não é mera questão de rima.
Quiçá nem seja solução!
O mundo, meu caro,
Raimundo,
É somente o seu coração!
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