terça-feira, 9 de abril de 2013

Perene ser

E a voz calada,
de um silêncio velado,
Inexato
Inesperado
Cala-se.

Deixa mudos
Ouvidos surdos
Pranto duro
Noite traiçoeira.

Cala-se a voz que não fala
Cerra-se o olho que não mais vê.
Foi-se aquele que crê.

Porta trancada,
Tampa abaixada
Lágrima contida.

Início ou fim da vida?
Fortaleza ruída
Calou-se na dor.

O que era tão frágil
Encontrou melhor maneira
De endurecer.
De perene ser.
De apenas ser.

Eternamente, ser!

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