quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A corda

Dei corda pra essa menina
E ela resolveu se enforcar!

Escolheu árvore e banco
Decidiu encerrar o pranto

Suicidou-se!

Em meio àquele marasmo
Cometeu o pleonasmo

Encerrou-se a si mesmo
Vagou por aí a esmo.

Sem entender a corda que dava
Sem entender aquilo que falava!

Acorda, eu dizia!

Tola menina!
Não abriu a retina,
Mergulhou na esquina

Do amor! Cometeu erro grave
Sem entender de ambiguidade

Em sua doce ingenuidade
sem querer acordar, dormiu.

Um sonho sem beijo
que dura eternamente!

Que a fez virar semente,
que morre e cresce novamente,

Renasceu, pranto remido,
aprendeu a dar ouvido

à gramática dessa vida,
que faz do fim nova partida.

Acordou e fez da corda,
Fio nobre, e hoje borda.

Nova história, novo tecido.
dessa vez, sem duplo sentido.

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