Dei corda pra essa menina
E ela resolveu se enforcar!
Escolheu árvore e banco
Decidiu encerrar o pranto
Suicidou-se!
Em meio àquele marasmo
Cometeu o pleonasmo
Encerrou-se a si mesmo
Vagou por aí a esmo.
Sem entender a corda que dava
Sem entender aquilo que falava!
Acorda, eu dizia!
Tola menina!
Não abriu a retina,
Mergulhou na esquina
Do amor! Cometeu erro grave
Sem entender de ambiguidade
Em sua doce ingenuidade
sem querer acordar, dormiu.
Um sonho sem beijo
que dura eternamente!
Que a fez virar semente,
que morre e cresce novamente,
Renasceu, pranto remido,
aprendeu a dar ouvido
à gramática dessa vida,
que faz do fim nova partida.
Acordou e fez da corda,
Fio nobre, e hoje borda.
Nova história, novo tecido.
dessa vez, sem duplo sentido.
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