Vago!
No labirinto
de suas flores
de seus amores
de suas dores.
Onde me encontro?
Por que o encanto
Vertido em pranto?
Canteiros,
onde colhes suas rosas
onde vives de suas prosas.
as mais belas,
as quimeras
as janelas
abertas
vertem-se para um
distante horizonte.
como beber dessa fonte?
ainda que tivesse voz
ainda que tivesse vez
Desvio
à margem do rio
que nunca encontra
seu mar.
Ah, mar!
que não transita
que é destino
e perdição
Ressaca!
Jogo-lhe flor
colhida outrora
agora,
desfez-se em
pétalas
estrada reta
que não desvia
e nem finda
Onda vaga
nesse tempo
nesse nada
nessa estrada
onde busco
flor singela
belo cravo
doce jasmim
labirinto,
o que não minto,
o que sinto,
nesse quintal,
em que plantas,
em que colhes,
em que vives,
em que morres,
enfim.
Vago jardim!
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