domingo, 9 de junho de 2013

Intervalo

É tão claro,
Como a água que escorre.
é quente, é frio,
é arrepio.

não há o que revelar,
nesse dizer velado
nesse viver calado,
nessa interpretação.

e o intervalo?
de que importa?

Importante mesmo
é o tempo regulamentar
são as regras do jogo
é o resultado final

Não há juiz,
só uma aprendiz,
só um que diz
para que eu não diga.

Importa o contraste
da minha branca tez
da minha embriaguez

Com seu escuro,
com seu obscuro,
com seu ébrio.

Importa a sua resistência,
importa a minha paciência.
importa a nossa indecência.

Importa o trancar da porta,
as quatro paredes,
e os tantos desejos.

Importa a loucura,
importa a doçura
importam seus beijos.

O seu oásis,
o nosso tempo
que relógios não medem.

De resto é só possibilidade.
De resto é só sua verdade.
De resto, só curiosidade.

Mas esta, você detesta!
Então o que me resta.
É somente calar.

E é quando mais falo,
nessas horas que me calo
e deixo a razão esvaziar.

E é quando mais calo,
nessas horas em que falo,
aquilo que não sei precisar.





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