quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A dança da Colombina

Nos bailes da vida,
Confete e serpentina
Ela dança,
Linda colombina!

Senhora ingênua,
Tola, apaixonada
Belo vestido,
Cara pintada.

Surge Arlequim,
Ela se entrega.
Findada a dor,
Ela se nega.

Nega seus planos
Esquece seu sonho
Ignora o amor
Do Pierrot risonho.

Passa o tempo
Segue a vida
Desfila sozinha
Vazia avenida!

Mas a dança no baile
Gira, muda e roda
Leva a máscara
Realiza a poda.

Dor, sofrimento
Tristeza, pranto.
Senhor tempo
Trazendo novo encanto!

Refaz a vida
Da doce menina
Que gira feliz,
Luz que ilumina.

Vai Arlequim,
Leva o medo
Vem Pierrot,
Rasga o segredo.

Chora de novo
Não realiza
Vive a dor
Até poetisa!

E o sol nasce
E ela se veste
Despe o antigo
No novo investe.

Quer novos ares,
Resolve não chorar,
Carnaval chega
Põe-se a girar.

E o baile,
Esse eterno senhor,
Traz pra mascarada
Um novo amor.

Tchau, Pierrot
Tchau, Arlequim
Ela agora
Só quer Querubim!

Anjo, menino
Danada tentação
Ocupa seus dias,
Lhe oferece canção.

E os outros dois,
Inimigos, outrora
Choram a moça perdida
O fazem em má hora.

Pois ela,
Nossa bailarina.
Quer apenas o dia
Que se descortina.

Não mais choro,
Não mais pranto.
Apenas a vida
E seu doce encanto.

Quer apenas a marcha
A festa, somente
O desejo da carne
A tentação da serpente.

Quer gozo, quer sorriso
Não mais preocupação
O doce anjo
Não é ilusão.

Não é quimera,
É real
Levou a menina
Com seu toque fatal.

Enquanto aqueles doem
Esse, cura.
Acabaram as lágrimas.
É o fim da agrura!

E nossa menina,
Mulher, agora
Deixou o casulo
Jogou tudo fora.

E pôs se dançar
Linda, pelo salão.
Não mais agonia,
Não mais solidão.

Sabe serena,
Nada mais precisar
E quer, nesse baile,
Apenas dançar!

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