* Poema rabiscado em guardanapos de uma lanchonete, em 13/09/2012, no Terminal Rodoviário de Niterói-RJ
Mesmo caminho de outrora,
mesmas ruas, mesmo frenesi.
Gente, carros, faróis, pressas.
Cidade! Urbanização! Asfalto!
Como não doer o coração?
Como dar vez à razão?
Como não lembrar?
Como impedir a ferida de sangrar?
Memória, eterna inimiga!
Sem ela, sem vida
Sem ela, mesmo engano
Sem ela, mesmos erros.
É de fazer doer tanto,
Que traz o fim do encanto.
É de escolher não mais o pranto,
Que digo, meio tonta
Dói! Muito, imenso, intenso
E é assim que penso
Nunca mais me deixar morrer!
Deixar cicatrizar, deixar doer!
Deixar latejar,
Sem pressa,
Sem remédios, sem droga
Até que um dia sare.
Como diria o poeta,
Pode ser que seja amanhã.
Enquanto espero, plácida,
O novo, nesse terminal.
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