sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Esconderijo

Por que se escondes?
Do que tens medo?
Acaso o que vives é segredo?

Onde guardastes a ousadia?
Atrás de portas e janelas?
Por entre becos e vielas?

Não tiveste tanta coragem?
Não foste capaz de tudo?
Por que agora o gesto mudo?

Se és capaz de tanto
Onde está o teu encanto?
Guardou-o em um canto?

O que levas é apenas resto,
Não há nem mesmo troca ou devolução.
Apenas produto em liquidação.

Liquidou-se no tempo
Liquidou-se nas horas
No fim dos dias, nas tristes auroras.

O esconderijo agora?
O que levas é uma vida torta?
Não ousas bater à minha porta?

Sábio ditado sobre o temor
Das dívidas, das dúvidas.
Se não as tens, não há pavor!




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