Por que se escondes?
Do que tens medo?
Acaso o que vives é segredo?
Onde guardastes a ousadia?
Atrás de portas e janelas?
Por entre becos e vielas?
Não tiveste tanta coragem?
Não foste capaz de tudo?
Por que agora o gesto mudo?
Se és capaz de tanto
Onde está o teu encanto?
Guardou-o em um canto?
O que levas é apenas resto,
Não há nem mesmo troca ou devolução.
Apenas produto em liquidação.
Liquidou-se no tempo
Liquidou-se nas horas
No fim dos dias, nas tristes auroras.
O esconderijo agora?
O que levas é uma vida torta?
Não ousas bater à minha porta?
Sábio ditado sobre o temor
Das dívidas, das dúvidas.
Se não as tens, não há pavor!
Sambando na cara das recalcadas!
ResponderExcluir