segunda-feira, 1 de julho de 2013

Inverno

Lutei contra o inverno e ele veio.
Quando antevi minha primavera,
Quando te vi nessa quimera,
Quando manuscrevi essa ideia
As noites frias eram certezas longínquas.

Mas ele veio!
Tantos poemas de estações!
E em nenhum deles
Vi nossos verões emocionais,
Nossas noites tão passionais
Nossos desejos tão reais.
Nosso instante fulgáz.

Veio o frio, assim como
nas manhãs de maio.
Veio junho,
Passou feito um raio.
Que virá depois?
O que prevê esse tempo?
O que realiza esse intento?

Uma borboleta voa,
Alegrando auroras frias,
e intensos crepúsculos.
Sem o peso do passado,
sem medo do ocaso,
sabendo que o julho traçado
já vem, e o inesperado
anuncia doce chegada.

Pois é inverno!
Mas não dias de lágrimas,
não são noites acordadas,
não são horas arrastadas.
Não é tempo de ilusão.

É inverno!
Mas não são dias de chuva,
Não são dias de dúvida,
apenas reclusão.
São dias de seu vazio,
mas não de solidão.

Não fosse a temperatura,
Fosse só essa loucura,
Fosse apenas ternura,
Fosse a flor de formosura,
que hoje ganha essa canção.
Nem diria que é inverno,
Nesse tempo de verão!









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