domingo, 21 de julho de 2013

Lunes

Enquanto seguem livres
os seus olhos
Vidrados
Virados
naquela noite em vieste.

Tantas palavras
tantos verbos
tanto subjuntivo
tanto se
tanto quando
tanto que.

O que muda?
Por que mudo?
Quero tudo?
Quero agora?

Lá fora a lua,
ainda em seu crescente.
Amanhã, será cheia.
Lunes.
Feliz coincidência?
Insistência?
Latência?

Enquanto as respostas,
enquanto as propostas,
nem foram ainda postas.
Talvez retire as palavras,
talvez mude as jogadas.
Talvez me mude,
talvez fique muda.

Nesse jogo de coragem,
nessa hora de estiagem,
nesse tempo de passagem,
que palavras me traduzem?

Já não sei o que digo,
já não sei quando ligo,
já não sei se consigo.


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