sexta-feira, 12 de julho de 2013

Nouvelle Lune

Quando te vejo tão lua,
Quando te desejo tão nua,
Quando te faço tão nova,

Quando te verso em trova.
Em cantigas medievais,
Em liras tão provençais.

Vejo-te estreita,
Nem por isso
Menos perfeita.

Brilhas tão fina
Mas teu brilho
Ainda ilumina.

As noites tão minhas
Com suas linhas
Tênues.

Iluminas românticos
Festas e cânticos
Doces encantos.

Ainda que nova
Em quartos crescentes,
desejos latentes.

Torna-se plena
Em breve,
Cheia!

E mesmo que novo,
ainda assim, festejo
ainda é o ensejo,
ainda a sorte
de um realejo.

E assim, num lampejo
Assim, na lua que vejo
Assim, no novo que desejo
Antevejo.

A noite em que tão cheia, raia,
O amarelo que ilumina a praia
A menina que sua dança ensaia.

Voltas à primeira vez
A mácula que se desfez
Ao desejo que se refez.

Giro completo,
nesse semanário,
meu imaginário.

E giras,
és cheia, és sangue na veia,
és minguante, és o momento delirante,
és crescente, és um peito que sente,
és mimo, és carícias, és prova.
Lua nova!









Nenhum comentário:

Postar um comentário