Quando te desejo tão nua,
Quando te faço tão nova,
Quando te verso em trova.
Em cantigas medievais,
Em liras tão provençais.
Vejo-te estreita,
Nem por isso
Menos perfeita.
Brilhas tão fina
Mas teu brilho
Ainda ilumina.
As noites tão minhas
Com suas linhas
Tênues.
Iluminas românticos
Festas e cânticos
Doces encantos.
Ainda que nova
Em quartos crescentes,
desejos latentes.
Torna-se plena
Em breve,
Cheia!
E mesmo que novo,
ainda assim, festejo
ainda é o ensejo,
ainda a sorte
de um realejo.
E assim, num lampejo
Assim, na lua que vejo
Assim, no novo que desejo
Antevejo.
A noite em que tão cheia, raia,
O amarelo que ilumina a praia
A menina que sua dança ensaia.
Voltas à primeira vez
A mácula que se desfez
Ao desejo que se refez.
Giro completo,
nesse semanário,
meu imaginário.
és cheia, és sangue na veia,
és minguante, és o momento delirante,
és crescente, és um peito que sente,
és mimo, és carícias, és prova.
Lua nova!
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