Enquanto o ônibus segue seu trajeto,
Vou, olhando o mar. Quieto
Vejo as pessoas e a vida.
Passageiras!
Concluo, então
Olhando o relógio que carrego no pulso.
Há muito relógio e pouco tempo
Poucos sorrisos, muito lamento
Muito suborno, mínimo salário
Pouco patrão, muito operário
Muito partido, pouca política
Pouco trabalho, muita estatística
Muito banco, pouca escola
Pouca solução, muita esmola
Muito Naldo, pouco Chico
Pouca paz, muito agito
Muita luta, pouca recompensa
Pouco direito, muita sentença
Muita seta, único alvo
Pouca clareza, muito agravo.
Muito apartamento, pouco quintal
Pouco bem, excessivo mal
Muito dízimo, pouca honestidade
É muito show fantasiado de caridade
Pouco Drummond, pouco poema
Muito vazio, muito problema
Pouco trabalho, muito imposto
Muita mazela, muito desgosto
Muito buraco, pouca estrada.
Pouco tudo e muito nada!
Quantas conclusões e reflexões num aparente trajeto de ônibus, né? Tb sou assim... Acho que nem dormindo deixo passar determinadas coisas, e a prova disso é já acordar cansada! A mente não dói e só processa, processa, processa...
ResponderExcluirMas confesso que a parte do muito Naldo aqui doeu em mim... "Vodca, água de coco, pra mim tanto faz.." Miguel me obriga a ouvir isso o dia quase todo, para meu desespero. Ahhh que beleza se ele gostasse de Chico...
Um beijo!