domingo, 24 de março de 2013

Estrelas mortas

Do que é capaz uma estrela morta?
Do que serve uma esperança torta?
Por que a vida muda sempre de rota?
De onde me virá essa resposta?

Olho estrelas imaginárias
nesse céu de domingo nublado.
Quais foram queimadas,
em verões passados?
Quais se sustentam
nesse céu de tantas estrelas,
que só assim, em vê-las,
não consigo distinguir.

Quantas tarefas,
quantas promessas,
quantas perguntas
e uma única mente
a pensar sobre isso tudo.
Uma só voz,
pra fazer eco em meio ao mudo.

Se uma estrela pudesse dizer,
será que contaria por que suspira?
Se uma estrela pudesse contar,
diria que o que tem a abrir é o coração?
Se pudesse dizer,
clamaria por apenas uma canção?
Se pudesse chorar,
sangraria essa ferida?
Se pudesse não morrer,
faria parte da sua vida?

Do que é capaz uma estrela morta?


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