terça-feira, 12 de março de 2013

Terminal II*

*Poema rabiscado em guardanapos de papel, de uma mesma lanchonete do Terminal Rodoviário de Niterói, em 11\03\2013


É de voltar mais uma vez,
É de esperar tudo de novo,
É de estar no mesmo lugar,
Que se termina.

Onde termina a esquina do amor?
Onde ela esbarra nos cruzamentos da dor?
Onde ela fica, onde começa?
Onde? Em asfaltos, em carros, em frenesis
Em meio aos pontos, às conversas
Às tardes adversas
Em que terminávamos sempre
Nossos sonhos, à beira mar.

Mar de lamas,
Nossa cama,
Nosso lar.
Desmorona no tempo
Na falta de zelo
Na falta de amar.

O que esperava,
Veio, assim de surpresa
Terminastes aquela canção?
Terminei com tanta interrogação?
O jogo acaba quando termina
E o novo, assim, descortina.

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