E se, na profusão
das horas veladas,
te faltasse até mesmo a pergunta?
E se no calar
da chuva fina e tempo frio
te faltasse até mesmo a voz?
E se no dia
do santo que te carrega o nome
te faltasse até mesmo a dor?
O que farias?
O que farias sem a retórica
do poeta, que te questiona?
O que farias sem a marcha
sem as Minas, sem o pranto?
O que farias sem o doce,
sem o açoite, sem o encanto?
O que farias,
nessas vestes de falso santo?
O que farias,
nesse dia de nublar a alma?
O que farias,
se de repente, te faltasse a calma?
O que farias,
se o som se tornasse mudo?
O que farias,
quando visse a derradeira hora?
O que farias,
sem nem mesmo o "e agora"?
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