A ideia de fazer esse blog veio assim, como um relance. A princípio, era apenas uma forma de publicar um poema e fazer chegá-lo ao seu destinatário. Mas o ato de escrever se tornou para mim vital, assim como beber água, almoçar, abraçar minha filha e dormir. Escrever faz parte da minha vida. Acho que é uma das minhas melhores habilidades. Sou melhor em escrever que em dizer. Sou melhor em escrever que em fazer.
A escrita estava congelada na minha vida. Estacionou-se numa vaga fácil, devido às circunstâncias do tempo, dos acontecimentos, que às vezes nos atropelam. Ficou parada, como se não quisesse, por um tempo, dizer mais nada. Minha "voz" calou-se no passar dos dias. Mas toda destruição traz a reconstrução! E no meu reconstruir diário, resgatei esse hábito de outrora. Ganhei novamente a minha voz. Agora "dissonante pelos cinco mil alto-falantes"! Para quem quiser ler! Se é que alguém quer ler minhas sandices. (rs)
E nesse retorno, ainda incipiente, o primeiro "filho" veio em forma de poema. Um poema simples, sem jogo de palavras, sem rimas, sem métrica. Mas rasgado de emoções. Como um reflexo do meu eu naquele instante. Não estava preocupada com as formas, com as estéticas, com os padrões. Afligia-me apenas a sensação de vazio por ver a porta cerrada. Mas, dizem que quando Deus fecha uma porta, abrem-se janelas. E aí o que eu fiz? Pulei essas janelas e tô tratando de ser feliz!
Mas quero deixar aqui o meu poema, aquele que me abriu uma linda janela! Aquele me trouxe a essência de volta. Aquele que, ainda que simples, tem alto valor entre milhões de textos. Por seu meu, por ser único, por ser o anunciador de uma nova possibilidade. Eis:
Questionário
O que fazer quando a porta se fecha e se apaga a luz?
As promessas?
Os planos?
Os enganos?
Os receios?
A boca que não vem?
O corpo que não mais se tem?
Os casos, os acasos, os ocasos?
O que fazer quando o sono não vem,
Quando só o que se tem
É vazio?
O que fazer com o vazio?
Em 30/08/2012
Que começo emocionante. AMEI!!! Parabéns.
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