terça-feira, 13 de novembro de 2012

Bom dia

Acordei com seu cheiro,
feito cravo em minha pele.
Meus instintos de fêmea,
Mar Vermelho que não se abriu
Ondas que varreram as palavras
Promessas que ficaram por cumprir.

Não foi um erro!
Mas merece acerto!
Concerto de notas singelas,
Conserto de gestos e atitudes.
Merece uma nova vaga.
Será que ainda há paga?
Com que borracha se apaga?
Com que caneta se reescreve essa história?

Perguntas que ficarão sem resposta.
"Isso você nunca saberá!"
É tão óbvio, é tão claro,
Não obstante, e não raro
Esse desejo de colocar reparo
naquilo que talvez não volte

Esse meu poema,
esse meu dilema,
essa sessão de cinema,
num filme de comédia ou terror?
Romance, pornografia,
Certeza talvez tardia.
Será que algum dia?
Quando será um bom dia,
de te ter à revelia?
São seis da manhã.
Bom dia!

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