A neura
O aneurisma
O telefonema.
A neurema.
Dorme em leito forte
De jacarandá,
Com sangue escravo.
Gera protagonista
De uma grande comédia.
Um quê de riso
Que gera histórias
Tarde de glórias,
Em horas que passam
Mas não se percebe.
Fez-se história
Inventou personagens
Criados, revelados,montados,
Engraçados,
Traçados a inúmeras mãos.
Mãos fraternas,
Liga eterna de um sangue
Que só fez gente porreta!
E a história,
Dá uma novela,
Melhor que esta,
Talvez até que aquela.
De uma paranoia,
Telefonada por uma lambisgoia
E o seu provável fruto.
E aquela que ali anda
Com saia de cigana...
Espera!
Quem é aquela?
Que nome será que revela?
Será Flor, será Rosa,
Quem é aquela, toda prosa
Que num espelho eu já vi?
Se eu não estivesse aqui,
Diria que era eu passando ali!
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