E numa noite tão comum,
Em que somos bem mais que um,
Somos vários, meros operários
Da vida, do tempo, do vento
Sentados a um certo relento,
à mercê de inusitados eventos,
De um pássaro meio desatento
Lá estão eles!
Um bando!
Em quantos fomos?
Em sete.
Sete?
Será que essa conta está certa?
Será possível bater essa meta?
Ah! não meta essa!!!
Conte mais uma,
E outra, e aquela
Comemorando nova primavera
De pessoa tão singela!
Risos, histórias, risos, memórias
Risos, risos, risos,
Até a barriga doer,
Até a lágrima descer,
Até o copo encher,
Até a gente perceber,
O raiar da hora.
Histórias impublicáveis,
Em riscos, rabiscos,
Me arrisco a afirmar
Que certas contas não batem
Que certos atos não se calam
Que certos medos não se eternizam.
Que certos éramos nós,
Sem medo da correnteza,
Sentados, assim, à mesa,
Sem pudor, sem delicadeza,
Comemorando, dela e nossa,
A vida e sua beleza!
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