terça-feira, 7 de maio de 2013

Manhãs de maio

O outono chega,
E com ele as manhãs gélidas de maio.
Parecem dias invernais,
De chuva e nublado.
As borboletas deixam cinzas os jardins.
Não há perfume de rosas,
Não há jasmins,
Apenas o acre do feijão
esquecido de outrora.
As roupas que não se passam
Os pós que não se retiram.
Envelhecem os dias,
Como que caducando os minutos
Até que virem segundos,
até não virarem mais nada.
Em meio ao frio,
O riso impávido,
Imperdoável
Da hora anunciada.
Porém nunca acreditada.
A alma gela,
A vida congela
Preservada em memórias.
Em tempos de glória,
de crianças que corriam,
de quintais que se faziam
de risos, de brincadeiras.
Acabou-se na poeira,
E em alguma terça-feira,
Ou qualquer data traiçoeira
Chega a hora derradeira.

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