Não há nada a dizer,
Pois, simplesmente, não há nada.
A espada da culpa não vai me ferir,
Os loucos do amor irão me banir.
Não há crime!
Pra que condenação?
Seus arroubos, seu jeito tolo,
Me pedem o que não sou.
Sua bateria não tem minha energia,
Seu som não movimenta meus pés.
Meus pés!
Não se levantam,
Não levitam,
Não se precipitam em sua direção.
De quem é a culpa?
Pedido de desculpa?
Discutir o quê?
Argumentar pra quê?
Por quê?
Um quê de mágoa despeja de seus olhos,
Minha sanidade transborda por meus poros,
Me gasto, me exponho, me ponho
Naquilo que não quero.
E assim eu espero,
um quê de compreensão.
Por ora, nada de palavras que rimem com céu,
Nada de relentos, nada de talentos,
Nada de nada.
Palavra final, sentença dada!
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