Onde a lua cheia clareia o velho mar,
Vê-se gaivota a mergulhar,
E assim, sem peixes voltar,
O povo põe-se a vaiar.
Onde a mãe, com seus remédios,
Está posta no altar,
Onde o povo no meio da rua,
Sem medo põe-se a andar.
Ali, no vilarejo dos sonhos,
Onde tudo parece ilusão,
Cada causo, cada conto,
É alento ao coração.
Na cidade onde todo mundo,
É sempre de alguém,
Perde-se amigos, mas nunca a piada,
E nessa não se perdoa ninguém.
É ali onde Deus desenhou,
Mar, sol, suor, sal, tradição,
Brigas, rachas, dialetos,
Pesca, barcos, sonhos, coração.
Espelho d'água, ressurgência,
Da Praia Grande ao Pontal,
De belezas e "singelezas"
Se faz intrépido arraial.
Sábio era mesmo aquele,
que vivia a bradar ao léu,
Melhor que o Cabo?
Ah... melhor mesmo, só o céu.
Ah Arraial do cabo
ResponderExcluirque me acabo
de sorver e de gozar!